Voltar
No
dia 05 de novembro de 2006, na Catedral de Tabatinga dedicada a Nossa
Senhora dos Anjos, a comunidade reuniu-se para Celebrar agradecendo
a Deus pelos 25 anos de Serviço Episcopal do seu pastor DOM ALCIMAR
CALDAS MAGALHÃES. A festa ocorreu pela manhã e, à
noite esteve em na Paróquia Imaculada Conceição
em Benjamin Constant para ministrar o Crisma a 74 jovens. Na ocasião
também se aproveitou o ensejo para fazer as homenagens ao bispo.

DOS
TEUS CONFRADES CAPUCHINHOS-AM
...Obrigado
Senhor! Pelo irmão que nos deste. A fraternidade se revigora
com sua presença; se confirma no seu cuidado; se entusiasma com
as suas palavras; se compromete com seu exemplo e dedicação.
...Obrigado Senhor! Pelo pastor que fizeste. O zelo pastoral nos dá
sustento na comunidade; enriquece a nossa criatividade; sustenta a nossa
fé.
Portanto, nosso irmão e pastor, queremos externar da nossa gratidão
pelo testemunho de amor ao povo que tem caracterizado o teu ministério;
agradecer pelo teu jeito simples e sereno que se conjuga em um semblante
caboclo e transcende a alma de quem convive no dia a dia com tua pessoa.
25 anos deste serviço episcopal perpassam nossa vida, nossa história.
Concretizam um caminho traçado: irmão menor capuchinho
no serviço ao Projeto de Deus, nos mais desafiadores cantos desta
grande região Amazônica. Parabéns, irmão!
DO
TEU CLERO E PASTOREIO
“Eu
sou o Bom Pastor, eu conheço as minhas ovelhas,
e as minhas ovelhas me conhecem”. (Jo10,14)
Para nós, Dom Alcimar é esse Pastor que conhece a cada
um. E, nos trata com igual acolhida, sem julgamentos e preconceitos,
tentando entender nossas debilidades e valorizando nossas qualidades.
Tem palavras acertadas de correção e de conforto nos momentos
oportunos.
Pastor incansável, sempre está em busca de outras ovelhas
que ainda não são de seu redil. Não mede esforços
para estar presente em diversas iniciativas da sociedade que exigem
também a sua participação.
Nunca se deixou abater! Talvez por ser um visionário nato, não
desanima e nem desiste de procurar Projetos e colaboradores que desejem
melhorar a qualidade de vida na região do Alto Solimões.
Não é possível evangelizar quem está de
barriga vazia, é o que dele sempre ouvimos.
Assim como o pastor cheira as ovelhas, Dom Alcimar cheira a povo e em
nenhum momento dele se distanciou. Sempre acreditou que o contato com
as pessoas o ajuda a humanizar-se, a manter a sensibilidade e a valorizar
a vida, ensinando-o a amar as pessoas como elas são. Talvez por
isso sempre esteja de portas abertas para receber quem lhe procura,
seja qual for o momento.
Dom Alcimar, Pastor e Pai, o Clero e o povo do Alto Solimões
louvam e agradecem a Deus pelos seus 25 anos de dedicação,
trabalho e testemunho construindo o Reino de Deus aqui nestas terras
amazônicas.
MAS
QUEM É DOM ALCIMAR?
...
O amazonense.
Filho de nordestinos, trabalhadores dos seringais,
Dom Alcimar nasceu no dia 2 de fevereiro de 1940 em Igarapé de
Ourique no município de Benjamin Constant-AM. Seus pais, já
falecidos, são Cosme Alves Magalhães e Alzinda Caldas
Magalhães.
...
O frade Capuchinho.
Aos
13 anos, já não agüentava a inquietude de ir para
o Seminário. Queria ser padre. Então em 1953 foi recebido
no seminário São José de Manaus. No ano seguinte
já está entre os Capuchinhos. Lá recebeu o nome
de Frei Evangelista de Benjamin Constant e é enviado para Messejana-CE
para cursar o Seminário menor. Em 1959 encontramos Frei Evangelista
em Guaramiranga-CE como noviço. No ano seguinte, em Parnaíba-PI,
inicia os estudos filosóficos.
Em 1965 é enviado para estudar Teologia na Itália, na
cidade de Perúgia. Solenemente ordenado sacerdote em 1967 na
Basílica de São Francisco em Assis. No ano seguinte é
licenciado em Teologia Dogmática pela Lateranense de Roma e Jornalismo
na Rede Audiotelevisiva Italiana (RAI) na Itália.
Em 1969, Frei Evangelista já está no Alto Solimões
como vigário e coordenador da Pastoral na Prelazia.
...
Vice-Provincial e formador.
De 1974 a 1979 foi o superior dos Capuchinhos
do Amazonas, sendo o primeiro frade brasileiro a dirigir os rumos da
missão no Amazonas.
Terminado o serviço de Ministro Vice-Provincial, Frei Evangelista
é enviado a inaugurar uma casa de formação do Postulantado
em Tabatinga. Era o ano de 1979. Ele se punha como protagonista de uma
nova geração de Capuchinhos autóctones sendo formados
em nossa região.
...
O Bispo.
Foi
em 1981, aos 16 de setembro, que o Papa João Paulo II o nomeou
Bispo de Carolina no Maranhão. E, no dia 25 de outubro em Manaus,
Igreja Paroquial Nossa Senhora Aparecida, deu-se sua Ordenação
Episcopal.
Frei Benigno Falchi, Superior dos Capuchinhos, assim se expressou naquela
ocasião: “A notícia nos enche de alegria. Vemos
um filho desta terra, fecundada ao longo de 70 anos pelo sangue e doação
dos missionários Capuchinhos, que é chamado ao serviço
de pastor e pontífice. Já estamos sentindo o vazio que
sua partida deixará, principalmente no campo da formação
de novos religiosos amazonenses, setor dos mais delicados e a que se
dedicou seja como Provincial seja como mestre de postulantes...”
...
Homem inquieto e sonhador.
“E
não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando
a vossa mente, a fim de poderdes discernir o que é a vontade
de Deus... “ (Rm 12, 2)
Alma franciscana. De espírito sensível e dócil.
De vasta cultura e humildade encarnadas no seu jeito cortez em acolher
as pessoas. De olhar sereno e profundo. Sorriso fácil e verdadeiro.
O lema por ele escolhido: “Tens em mim um amigo” expressa
muito bem a sua maneira de ser e de se relacionar.
Por perceber o sofrimento e falta de alternativa para o seu povo no
Alto Solimões, não mediu esforços ousados para
possibilitar às pessoas sonharem com uma vida mais digna.
Buscou articular os homens públicos intermunicipais em fóruns
de debate, nascendo o Solifórum, o SEVAS
- Seminário de Vereadores do Alto Solimões. Ações
que desembocaram na criação da Mesorregião do Alto
Solimões.
Seu Projeto evangelizaor enfoca:
-
Recuperar a auto-estima dos índios, ribeirinhos e marginalizados
urbanos;
- Planejar
ações eficazes para evitar o esvaziamento das comunidades
ribeirinhas e indígenas;
-
Efetivar iniciativas se segurança alimentar nas sedes municipais
e comunidades, hoje ameaçadas pelo esgotamento das reservas
íticas e abandono da agricultura familiar;
-
Descobrir e capacitar novas lideranças políticas com
boa formação ética e cristã;
-
Marcar presença junto aos universitários da região.
O
BRASÃO
O
brasão de um Bispo, seu distintivo, representa um programa
de vida e as linhas de sua atividade como pastor.
O TAU, símbolo franciscano, assinatura usada pelo Santo de
Assis como sinal de sua pertença a Cristo pobre, humilde e
crucificado.
A VITÓRA RÉGIA é o símbolo do grandioso
sistema ecológico amazônico.
A SERINGUEIRA está estreitamente ligada às origens,
ao seu passado de seringueiro. Representa a luta e a persistência
das Comunidades eclesiais de base, onde cada um (cortes convergentes)
nos carismas e valores somados vai construindo o Reino de Deus.
O BABAÇU, palmeira típica do sertão maranhense.
Representa a Diocese de Carolina – MA, por onde iniciou seu
trabalho episcopal. E hoje o plantio de dendê, feito pela Diocese
e a EMBRAPA nos municípios de Benjamim e Atalaia do Norte.
O lema: “TENS EM MIM UM AMIGO”, tirado da carta de São
Paulo a Filemon, é o compromisso de pastor com todas as pessoas,
mas preferencialmente, para com os pobres.