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O evento promovido pela Conferência Episcopal Latino-Americana
(CELAM),reuniu em Manaus, de 27 a 31 de agosto de 2006, cerca de 50
participantes, entre bispos, sacerdotes e estudantes de teologia de
seis países (Brasil, Venezuela, Peru, Colômbia, Guatemala
e Bolívia).
O objetivo do Encontro foi discutir os novos movimentos religiosos,
como preparação para a 5ª Conferência Geral
do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, que será realizado
de 13 a 31 de maio de 2007, na cidade de Aparecida em São Paulo.
Segundo o bispo Dom Oneres Marchiori, presidente da comissão
episcopal para o Ecumenismo e Diálogo Religioso da CNBB, os estudos
apresentados sobre os novos movimentos religiosos, servirão para
aprofundar os conhecimentos dos membros da Igreja Católica sobre
o assunto.
“Foi um Encontro interessante, com exposições profundas
e competentes sobre o tema”, disse.
A principal acessora foi a professora Anaíza Vergolino, uma antropóloga
paraense, docente da UFPA e do Instituto de formação do
clero do Norte 2 em Belém. Os estudos perpassam desde os cultos
neopentecostais (como a Igreja Universal do Reino de Deus, Assembléia
de Deus... Deus é amor), aqueles ligados às tradições
orientais (como o budismo... seicho-no-iê) e os baseados na cultura
indígena (como Xamanismo e Santo Daime).
Segundo o Pe. Doutor Ricardo Castro, teólogo e professor de Ecumenismo
do ITEPES (Instituto de Teologia, Pastoral e Estudos Superiores da Amazônia)
em Manaus e assessor do Encontro, esses cultos, que não são
considerados pela Igreja Católica como religiões, ganharam
força devido à característica de apresentar a religião
como um produto de marcado que pode servir para o bem-estar das pessoas.
“É uma realidade que exige reflexão por parte da
Igreja. Cada vez mais as pessoas procuram a religião para terem
seus problemas resolvidos. E é isso que esses movimentos religiosos
oferecem”, completou o religioso. [ veja
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