Tabatinga é uma palavra origem indígena que no Tupi
significa "barro branco" de muita viscosidade, encontrado no fundo
dos rios, e, no Tupi Guarani quer dizer "casa pequena".
A cidade de Tabatinga deriva do povoado de São
Francisco Xavier de Tabatinga, fundada na primeira metade do séc. XVIII
por Fernando da Costa Ataíde Teives, que para ali transferiu um
destacamento militar do Javari (mais ao sul, na fronteira Brasil-Peru),
estabelecendo um posto de guarda de fronteiras entre domínios do Reino de
Portugal e da Espanha. Também como postos militares de fronteira foram
ciradas mais tarde (década de 30 do séc. XX), do lado brasileiro, Vila
Ipiranga e Vila Bittencourt, os dois outros pontos povoados de maior
expressão.
Tabatinga está localizada no meio da selva amazônica, à
margem esquerda do Rio Solimões fazendo fronteira com a Colômbia e o Peru.
Sua temperatura oscila entre 25
C).
Cerca de 90% da área territorial do Município pertence
à Terra Indígena denominada AVARÉ I.
ECONOMIA
O comércio é um dos pontos fortes da sede do município
de Tabatinga, motivado e incrementado que foi pela criação da Área
de Livre Comércio de Tabatinga . Além disso, pela infra-estrutura
aeroportuária, por ser sede do CF SOL - Comando de Fronteira do Solimões e
da Delegacia da Capitania dos Portos, por sediar as mais importantes
instituições administrativas - estaduais e federais -, por concentar as
principais agências creditícias da região e por sediar a Diocese do Alto
Solimões, Tabatinga qualifica-se como um município de importância
estratégica e, ao mesmo tempo, como porta de entrada e de saída da
fronteira brasileira com os demais países localizados na porção oeste da
Amazônia Continental.
As atividades comerciais e de serviços assim com a
pesca e a agricultura, apresentam-se como as bases da economia do
município.
Comércio e serviços - constituem as principais
fontes de renda e absorvem o maior contingente de mão-de-obra local. Mesmo
assim, apesar de Tabatinga contar com uma Área de Livre Comércio - ALC, o
dinamismo sócio-econômico da cidade é superado, em muito, pelo da
fronteiriça cidade de Letícia (Colômbia), que carreia e lidera as
atividades comerciais e turísticas da Região.
Pesca - constitui a principal atividade econômica.
A produção de pescado é comercializada no mercado e nas feiras da cidade,
além da exportação para a Colômbia, através de Letícia, não existindo
controle da comercialização local e da exportação.
Ao longo dos municípios da calha do Alto Solimões
existem inúmeros frigoríficos particulares (de brasileiros, de peruanos e
de colombianos) que "aviam" os pescadores com canoas, redes, motores de
popa, combustível e outros apetrechos de pesca, garantindo, com isso, a
produção de peixe liso para exportação.
Agricultura - representa a base de sustentação
econômica e alimentar das populações da zona rural do município, com
destaque para as culturas de várzea.
Pecuária - é pouco desenvolvida sendo representada
pela bovinocultura, avicultura e suinocultura, para consumo local.
Posto Avançado de Pesquisa Participativa (PAPP) -
A Embrapa Amazônia Ocidental - vinculada ao Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, instalou em fevereiro de 2001, o PAPP/Tabatinga, cujas
ações operacionais consistem na geração e transferência de conhecimentos e
tecnologia de escala e soluções ecologicamente viáveis, com destaque para
o extrativismo e à agroindústria, para a Região do Alto Solimões.
Indústria - as indústrias representam investimentos
tradicionais com o aproveitamento e processamento de matéria-prima local,
a exemplo de artefatos de madeiras, olarias e extração de seixo e areia.
Turismo - como fonte econômica começa a
desenvolver-se lentamente. Na região de fronteira entre Tabatinga e
Letícia, registra-se uma média anual de 10.000 turistas.
Obs.: Os indicadores quantitativos deste município
encontram-se no informativo (em
PDF)