Amaturá

 

 

 


Frente da cidade de Amaturá:
praça e Igreja São Cristóvão

 

 

As origens de Amaturá (ou Maturá) se prendem às de São Paulo de Olivença, que remontam à missão de São Paulo Apóstolo, fundada pelos Jesuítas que catequizaram os índios da bacia do rio Solimões, em fins do século XVII. Passadas as disputas entre espanhóis e portugueses pelo domínio da região, com a vitória destes últimos, a antiga missão de São Paulo Apóstolo, depois aldeia índios Cambebas, vem a ser sede do município. Após haver mudado várias vezes de lugar, e depois do assassinato do missionário carmelita Pe. Fr. Matias Dinis, os índios se estabeleceram na atual localidade.

Em 1759 chamou-se "Castro Avalãs". Em 1833 foi elevada à categoria de Freguesia sob a denominação de São Cristóvão de Amaturá. Em 10 de dezembro de 1981, pela Emenda constitucional do Amazonas n.º 12, é desmembrado de São Paulo de Olivença e Fonte Boa, passando a constituir o Município autônomo de Amaturá.

Amaturá está localizada no meio da selva amazônica, à margem esquerda do Rio Solimões. Sua temperatura oscila entre 250 e 400 C (média de 25 0C).

Cerca de 20% da área territorial do Município pertencem a Terras Indígenas e 4% fazem parte da Unidade de Conservação Javarí/Buriti (Área de Relevante Interesse Ecológico - ARIE), situada no Corredor Ecológico Central da Amazônia.

ECONOMIA

Extrativismo vegetal - atividade tradicional, praticada através da extração de madeira (cedro, angelin, mulateiro, macacaúba, violeta, puxuri) e da castanha.

Agricultura - baseada principalmente no cultivo da mandioca, feijão, arroz e milho (culturas temporárias), além do açaí, cupuaçu, banana, limão e abacate (culturas permanentes), destinadas para o consumo local. O açai é abundante e já está sendo comercializado na forma de polpa.

Avicultura - existem dois galpões destinados para criação de frango caipira tipo paraíso pedrez, a fim de substituir o consumo local de frango congelado.

Pecuária - concentra-se na criação de bovinos e suínos (consumo local).

Pesca - abundante no período de maio a agosto, é praticada em termos domésticos, destinada ao consumo local. O peixe liso é vendido para frigoríficos colombianos, não havendo controle oficial.

Indústria - A Diocese instalou uma serraria com estufa e movelaria. além de uma olaria com máquina a vácuo e fornos contínuos com capacidade para produzir, mensalmente, 200.000 tijolos de 8 furos.

Comércio - é composto por 10 estabelecimentos do tipo varejista.

Obs.: Os indicadores quantitativos deste município encontram-se no informativo (em PDF)

 

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